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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Como analisar e pagar a fatura do cartão de crédito?


Cada vez mais presente da vida do consumidor no Brasil e no mundo, o cartão de crédito, quando bem utilizado, pode ser um grande aliado do planejamento financeiro. Programar o pagamento de contas, parcelar sem juros etc. são alguns dos benefícios do plástico.

No entanto, para fazer do cartão uma ferramenta de auxílio ao orçamento, é importante saber analisar a fatura e pagá-la, sempre, sem atrasos e em sua totalidade.

A fatura
Assim como você analisa sua conta de água, luz ou telefone, é importante ficar de olho na fatura do cartão de crédito, entendendo seus gastos, programando seu pagamento etc.

Ao receber a fatura, é importante ficar atento a alguns dados:

•Valor total da fatura - se condiz com suas compras
•Valor em dólar - se condiz com suas compras no exterior
•Compras parceladas - para programar futuros pagamentos
•Pagamento anterior - se foi debitado corretamente
Analisar com cuidado esses dados facilita o planejamento e evita que débitos equivocados prejudiquem suas contas.

O limite
Além disso, analisar corretamente a fatura (principalmente com relação às compras parceladas) permite que você saiba, com maior certeza, o valor disponível em seu limite de crédito.

O que acontece é que, por desinformação, muitos consumidores consideram o limite do cartão como renovável mensalmente, ou seja, se você pagar a fatura hoje, automaticamente terá o seu limite totalmente disponível amanhã. O que não é verdade.

O limite do cartão de crédito leva em conta, também, suas compras parceladas. Por exemplo: se você tem R$ 2 mil de limite em seu cartão e comprou, em cinco vezes, uma geladeira no valor total de R$ 1 mil, significa que pode gastar no cartão somente mais R$ 1 mil.

Supondo que você não gaste mais nada no cartão nos próximos cinco meses, seu limite total só será restabelecido ao final do pagamento da última parcela. Ou seja, no ato da compra, o seu limite disponível cairá para R$ 1.000,00 e, mês a mês, após o pagamento da parcela de R$ 200, irá voltando ao montante inicial.

É importante saber utilizar corretamente o limite para não ter uma compra recusada, por exemplo, em uma emergência, por ter ultrapassado o valor.

O pagamento
Planejar-se para pagar suas contas em dia é essencial, e com o cartão de crédito não é diferente. Além de não incorrer em multas e juros, com o pagamento em dia é possível continuar o seu planejamento financeiro.

Além disso, evite pagar apenas o mínimo do cartão. Apesar de ser uma solução para períodos mais difíceis, ao pagar o mínimo há a incidência de encargos financeiros, o que pode deixar a conta ainda mais pesada nos próximos meses. Lembre-se: uso o crédito de forma consciente!
Fonte: Finanças Práticas

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Plano de ação: livre-se das dívidas do cartão de crédito

Os juros do cartão de crédito estão entre os maiores praticados no mercado. Quando não é possível pagar uma fatura, as empresas oferecem o pagamento da parcela mínima dos débitos, algo em torno de 20% do valor total da dívida. Mas com os juros altos, entrar nessa dívida não é recomendável.

1º Passo - Pare de comprar com o cartão.
É importante impedir que a bola de neve role ladeira abaixo e atropele seu orçamento doméstico. Se o seu cartão não é utilizado para as despesas essenciais, você deve controlar seus impulsos e deixá-lo de lado até regularizar a sua situação.

Mas se você necessita do cartão para conseguir cumprir com seus compromissos financeiros do mês, a situação é mais complicada. Neste caso, você terá que rever as finanças, adaptando os gastos a sua realidade.

Um bom começo é colocar todas as suas despesas numa planilha para você saber exatamente o quanto gasta. Essa é uma boa maneira de ver para onde seu dinheiro vai e de onde ele poderá ser remanejado.

2º Passo - Avalie quando você poderá pagar integralmente a fatura
Se o seu problema é passageiro e deve ser resolvido no próximo mês, basta você deixar de gastar no cartão por algum tempo, pedir o parcelamento da dívida para a administradora e seguir com sua rotina reformulada, sem contar tanto com a presença do cartão nas horas de passeio pelo shopping (é sempre bom evitar que o problema aconteça novamente).
Mas se você não vê perspectivas em seu orçamento mensal para pagar a fatura integral pelos próximos três meses, é melhor você cancelar o cartão. Rolar a dívida por mais que este período pode deixá-la fora do controle e complicar seu problema.

Para cancelar o cartão e não ter problemas mais tarde, envie o pedido por escrito. Mesmo que o seu pedido seja aceito por telefone, é importante mandar uma carta (com pedido de confiramção de recebimento e guardando uma cópia), que servirá de prova caso ocorra qualquer problema.

3º Passo - Com o cartão cancelado, é hora de negociar a dívida
Agora que a dívida foi estancada, é hora de eliminar o problema de vez de sua vida. Para isso, existem várias maneiras:

Pagamento integral – se você possui algum bem que possa de desfazer ou tem algum dinheiro para receber (como restituição do IR, adiantamento das férias, PIS, ou qualquer outra renda) esta é uma opção neste momento. Com dinheiro na mão, você poderá negociar com a administradora do cartão de crédito um desconto.

Cuidado apenas na hora de adquirir o dinheiro vivo para pagar o seu débito: nunca peça dinheiro emprestado a agiotas, pois seu problema apenas mudará de mão e pode adquirir proporções maiores ainda.

Pedir um empréstimo ao banco nem sempre é desvantajoso. Casos como funcionários públicos, que obtêm empréstimos a juros menores que os de mercado em bancos públicos, aposentados, pessoas que possam dar o carro como garantia do empréstimo (refinanciamento) têm vantagens em relação aos juros cobrados pelas administradoras de cartões, mas fora dessas ocasiões, é preciso pesquisar bastante as taxas cobradas pelos bancos.

O melhor mesmo é não adquirir uma dívida para pagar outra. Portanto, analise bem antes de pedir um empréstimo.

Antes de fechar o acordo de pagamento com a administradora, siga a dica do consultor financeiro Cláudio Boriola, que recomenda nunca fechar a negociação no escritório da administradora. Leve a papelada para casa e analise o seu contrato.

“Quando a pessoa está devendo, ela se sente intimidada e acaba aceitando qualquer coisa que a administradora oferece”, lembra o consultor.

Pagamento parcelado – você não possui nenhum bem que possa ser vendido e precisa pagar aos poucos a dívida. Agora é hora de negociar com a administradora de cartões de crédito a melhor maneira para você se livrar deste débito.

A mesma dica dada por Boriola serve neste caso: não feche acordos no escritório e não aceite as formas de pagamento impostas pelas administradoras. “Se eles oferecerem o parcelamento em seis vezes, peça em 18, para quem sabe chegar a um meio termo, como 12 vezes”, recomenda o consultor.

Além das parcelas, é primordial prestar atenção no valor que será cobrado pela sua dívida. As administradoras só podem cobrar o valor real da dívida acrescido de multa de 2% mais juros de mora 1% ao mês, além da correção monetária.

A multa, que deve ser cobrada uma única vez, muitas vezes acaba sendo de até 20% e o consumidor acaba engolindo o valor por não prestar atenção ao acordo. Os juros de mora aumentarão a cada mês que o você mantiver a dívida pendente, pois são taxas referentes ao atraso do pagamento.

Se o seu contrato previr alguma taxa de cobrança ou honorários de advogado, denuncie a operadora a um órgão de defesa do consumidor, pois cláusulas desse tipo são abusivas, portanto, ilegais.

Leve o acordo para casa e analise se você vai conseguir encaixar as parcelas no seu orçamento mensal. Não vai adiantar nada para você fazer o acordo e depois não conseguir cumprir com ele.

Outra dica importante é não fornecer cheques pré-datados (nem seu nem de terceiros) para a administradora para efetuar o acordo. Você não tem obrigação de possuir cheque, portanto, não tem obrigação de fornecer na hora do acordo.

Boriola recomenda também que você peça prestações progressivas, que não apertam o seu orçamento agora e vão aumentando com o passar dos meses, dando um pouco mais de tempo para você se organizar.


Consertando erros

Você, antes mesmo de ler nosso plano de ação, fez um acordo com a administradora e não conseguiu cumpri-lo, adquirindo uma dívida ainda maior.

Calma, nem tudo está perdido! Ainda é possível resgatar seu nome da inadimplência e trazer de volta o seu sono.

Entre em contato com a administradora do cartão através de uma carta mostrando sua intenção de pagar a dívida. Você não é obrigado a pagar seu débito por intermédio de uma empresa de cobranças, mas se a sua administradora não quiser negociar diretamente com você, a cobradora terá que tratá-lo somente como uma intermediária, sem cobrar taxas de prestação de serviço pela negociação.

“Além das cobranças a mais de juros que podem ir junto da dívida, as empresas de cobrança tentam receber do consumidor 20% de honorários, gastos com telefone e correio, entre outras despesas, mas elas devem ser cobradas da administradora e não do consumidor”, avisa Boriola.

Para verificar se o valor do seu acordo está correto, é bom conferir com um advogado ou alguém de sua confiança que entenda de contabilidade e leis. Se o valor estiver errado, você pode até mesmo entrar com uma ação contra a administradora de cartões.

A partir do momento que você negociar sua divida, mais nenhuma taxa poderá ser cobrada. Caso isso não seja obedecido, você deve recorrer aos órgãos de defesa do consumidor, como Procon e Idec ou no Juizado Especial Cível, que cuida de ações que envolvam até 40 salários mínimos.

Nunca é tarde

Já faz mais de uma no que você negociou o parcelamento do débito do seu cartão e até agora não conseguiu encaixar as parcelas em seu orçamento. Não desista!

Depois de algum tempo que o seu cartão consta na lista de inadimplentes, as administradoras ficam mais flexíveis e concedem melhores descontos na negociação.

Não deixe de procurar a solução para seu problema, pois, manter o nome limpo é uma garantia nas horas de necessidade e um santo remédio para insônia

Fonte: Infomoney