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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quer investir em ações? Confira 10 dicas para quem pretende entrar de cabeça nos investimentos

Chegou o salário das suas férias, mas ainda não há um objetivo firme sobre o que fazer. Sempre pensou em investir em ações na Bolsa de Valores, mas acha que esse tipo de negócio só se encaixa no perfil de executivos milionários.

Esse é um dos raciocícios que precisa ser desmistificado quando o assunto é investir em ações. Não há um pré-requisito para ser um investidor; é necessário apenas ter alguma reserva em dinheiro, ousadia, um toque de empreendedorismo e, sobretudo, paciência. Segundo a diretora de operações da Wintrade, Mariana Borges, ao comprar ações é feito um investimento de longo prazo que pode render bons frutos futuramente.

"A vantagem [do investimento] é a rentabilidade no longo prazo superior aos demais tipos de investimento e a possibilidade de diversificação em inúmeras empresas e setores, podendo potencializar resultados e diminuir riscos", destaca a diretora.

Para ela, o fato do retorno financeiro da compra de ações demandar um prazo considerável não assusta o investidor arrojado, que deve estar ciente de que as reservas não devem ser retiradas dentro de um prazo curto, sob pena de não obter retorno algum.

"Se a pessoa for um investidor consciente, que está na Bolsa para diversificar seus investimentos e estiver aplicando uma reserva que não pretende usar a curto prazo, que é o indicado, o prazo não irá desestimular", garante.

Ela prossegue afirmando que nenhuma operação é isenta de riscos, mas quando se trata de investimentos, estes podem ser mensurados e evitados. O toque é para se investir, preferencialmente, em empresas já consolidadas, o que já elimina vários imprevistos. Nesse caso, os únicos riscos são inerentes às flutuações do próprio mercado.

"Mesmo que haja uma desvalorização no curto prazo, se a empresa tiver potencial de crescimento e valorização, a rentabilidade do investimento acaba sendo recuperada quando o cenário econômico melhorar", afirma Mariana.

Já o consultor econômico José Góes enfatiza que o Brasil apresenta um cenário favorável para investimentos em ações, no entanto a recente crise pela qual o mundo passou ainda inspira certos cuidados.

"Se a economia mundial não atrapalhar, o país continuará em expansão, ou seja, com geração de renda, emprego, crédito. A conjuntura brasileira embasa o investimento em ações, mas há riscos por conta da situação mundial. O ideal, no momento, é comprar ações com preços o mais baixo possível", disse.

Dez passos

A especialista Mariana Borges enumerou dez passos para ajudar pessoas a entrarem no mundo dos investimentos. Confira:

1. Deixe de lado a ideia de que a Bolsa é só para "grandes" investidores, ela pode sim ser sua principal aliada na hora de fazer um bom investimento e garantir seu futuro;

2. Tenha consciência de que o investimento para ser saudável deve ser de longo prazo e que você não deve depender inteiramente do dinheiro aplicado;

3. Trace objetivos;

4. Estude e não aja por impulso;

5. Defina o valor inicial a ser investido e a quantia que será destinada à Bolsa mensalmente;

6. Busque informações. Não se deixe influenciar por "boatos de mercado", que geralmente confundem e não têm fundamento. Buscar fontes seguras ajuda na tomada de decisão mais consciente;

7. Seja disciplinado. O investidor disciplinado não sofre com as oscilações diárias da Bolsa e mantém o seu investimento no curso do longo prazo;

8. Escolha uma boa corretora. Hoje as corretoras oferecem uma série de serviços voltados para o investidor pessoa física, procure a que mais atenda às suas necessidades de investimento (informações, custos, ferramentas para sua tomada de decisão);

9. Abra sua conta e envie o dinheiro que será investido;

10. Antes de comprar uma ação, avalie a empresa. Afinal, a ação nada mais é do que parte de uma companhia, por isso é importante entender o que ela faz e se sentir sócio dela. Além disso, manter-se informado sobre a empresa é fundamental na evolução dos seus investimentos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O que fazer com a primeira parcela do 13º?


Milhões de brasileiros já devem receber nos próximos dias a primeira parcela do décimo terceiro salário. O que representa 50% do valor total. Isso causará um grande aquecimento no mercado com a injeção extra na economia de bilhões de reais. Além de motivar o consumismo nas pessoas.

Mas o que fazer com esse dinheiro? Existem várias possibilidades, mas o mais importante é fazer com que esse dinheiro ajuste a vida financeira dos aposentados. Para fazer isto, não existe uma fórmula única, pois, vai depender da situação que a pessoa se encontra.

Assim, o primeiro passo é uma análise detalhada da situação financeira atual, analisando como estão as finanças e para onde está indo o dinheiro que recebe. A partir disto verá que estará enquadrado em uma das seguintes situações: endividado, sem dívidas e investidor. E as ações dependerão de com se encontra.

Entre os endividados, o primeiro passo é saber exatamente o que se deve e para quem, a prioridade para resoluções dever ser as dívidas que possuem juros maiores, normalmente cheque especial e cartão de crédito. Entretanto, nem sempre se deve quitar essas contas de imediato. Antes mesmo de receber a primeira parcela do 13º salário, a pessoa endividada deve tentar negociar com o gerente do banco ou com a gerenciadora de seu cartão um alongamento dessa dívida com taxas mais baixas, no máximo 2,5% ao mês e dividir o valor que recebeu, com parte direcionada ao abatimento dessas dívidas e o restante para aplicação, o que permitirá uma maior estabilidade financeira.

A segunda opção de utilização do 13º é destinada aos consumidores equilibrados financeiramente, os que não possuem dívidas, mas que também não poupam. Essa é uma classe que muito me preocupa, pois, esta suposta estabilidade esconde uma armadilha: na primeira necessidade de um gasto maior ou em um impulso irresponsável, a situação se alterará, fazendo com que a pessoa passa ao status de endividado.

Para que isso não ocorra, uma boa opção é a de iniciar uma reserva, mas esta tem que ter um objetivo ou sonho a ser realizado. O trabalhador deve destinar ao menos uma parcela do 13º salário para iniciar este processo. O mais importante para este público, contudo, é criar o hábito de poupar para se conquistar algo que realmente deseja, pode ser uma casa, um carro, uma viagem, um curso de especialização, dentre diversas outras coisas.

O terceiro perfil é aquele que já pode ser qualificado como investidor, mesmo que pequeno, é importante frisar que não existe idade para começar a guardar dinheiro, nem para se realizar sonhos. A opção mais indicada para utilizar o 13º, claro, é continuar investindo, mas é importante, como dito anteriormente, que se tenha um objetivo. Caso isso não ocorra, esses valores investidos serão alvos fáceis para exposições publicitárias, já que dinheiro sem objetivo é dinheiro perdido. E facilmente acontecerá o descontrole das finanças.

O dinheiro extra na economia com certeza é muito positivo e, se utilizado de maneira coerente, com educação financeira, fará com que o futuro seja muito melhor.
Fonte: adminstradores.com

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dicas para os jovens que não sabem por onde começar a investir

Desde cedo é importante pensar em investimentos, seja para realizar sonhos de consumo ou até mesmo para a aposentadoria. O problema é que muitos jovens sequer sabem por onde começar, ou melhor, o que devem fazer para investir.

Para isso, confira, abaixo, as dicas do diretor do Easynvest, Amerson Magalhães, para que os jovens aprendam e se interessem mais ainda por este universo.

Os passos
Para ter sucesso nos investimentos é preciso ter informação, com a qual se faz um aprendizado e se consegue decidir diante de questões difíceis. O primeiro passo é pesquisar, acompanhar notícias, ler blogs, realizar cursos, participar de fóruns etc., que ajudam o jovem a se familiarizar com o mercado de ações e seus termos técnicos. Depois disso, é preciso traçar um plano de investimentos, quando se deve decidir o objetivo do investimento e quanto deve ser destinado a ele.

Com o plano em mãos, é hora de ir à prática. O segundo passo, então, seria poupar. Quando jovem, é comum a pessoa ter vontade de satisfazer diversos desejos de consumo, ainda mais se está ganhando os primeiros salários. Mas é preciso se controlar diante das tentações e fazer opções mais inteligentes: “Comprar à vista protege o bolso”, exemplificou Magalhães, sobre ser melhor poupar ou investir do que simplesmente se render `s compra a prazo.

O terceiro passo, de acordo com ele, é planejar, ao fazer um orçamento mensal detalhado, colocando gastos e despesas. É também importante entender o perfil de investidor: agressivo, moderado ou conservador em relação a riscos. Perfis mais agressivos apresentam uma carteira de investimento com maior risco, então os mais conservadores preferem aplicar em empresas sólidas e estáveis.

O quarto passo é simplesmente investir, quando o jovem atinge a autonomia e passa a caminhar com segurança. Destine um percentual da sua renda mensal para seus investimentos e busque que esse valor seja igual ou superior nos próximos meses. O resultado virá no curto ou no longo prazo, dependendo do perfil do investidor e também da estratégia que será realizada.

Autonomia
Para quem conquistou conhecimento, conseguiu controlar o orçamento, fez um planejamento e começou a investir na bolsa, porque analisou que tinha o perfil para isso, uma das ferramentas indicadas é o homebroker.

Para investir por este canal, Magalhães explicou que é preciso escolher uma corretora de valores. É ela quem disponibiliza a plataforma onde as ações são negociadas. Requisitos como atendimento, custo benefício, conteúdo, ferramentas e desempenho devem ser analisados na hora da escolha.


Fonte: Infomoney

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As principais dúvidas sobre consórcios


Muitos consumidores optam por entrar em um consórcio para comprar o apartamento dos sonhos, um carro ou, até mesmo, eletrodomésticos. Mas como em qualquer tipo de investimento, são necessários cuidados na decisão. Confira as respostas para as principais dúvidas sobre consórcio e evite surpresas desagradáveis.

O que é um consórcio?
O consórcio nasce de uma união de pessoas físicas ou jurídicas que, com a ajuda de uma administradora de consórcio, abrem uma poupança em comum para a compra de bem, conjunto de bens ou serviço turístico por meio de autofinanciamento.

A cada mês os consorciados pagam uma mensalidade que, somada ao dos outros participantes, possibilita a compra de um bem. O consorciado pode ser sorteado para receber o bem ou dar lances durante a assembléia, que é a reunião mensal do grupo.

As administradoras de consórcio, que fazem a organização e administração desses grupos, devem, obrigatoriamente, ser registradas junto ao Banco Central, que fiscaliza e cria as normas para essa atividade no Brasil.

Será que essa é a melhor opção para mim?
A maior vantagem do consórcio é que os juros praticados são bem menores que os de um financiamento. Porém, não há como ter certeza de quando você vai ser contemplado.

"O consórcio é um investimento de longo prazo, pois enquanto você não tiver dinheiro suficiente para dar um lance ou não for sorteado, as mensalidades farão parte de seu orçamento. Logo, antes de optar por fazer um consórcio, planeje bem as suas contas", aconselha Maíra Feltrim, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Como escolher uma administradora?
O Banco Central oferece ferramentas que ajudam na escolha de uma administradora. Também há campo de busca para consultar a situação dessas empresas (veja aqui), ou seja, se elas estão realmente autorizadas pelo BC para formar grupos, se os consorciados estão recebendo os bens e de quanto é a taxa de inadimplência.

É interessante consultar o Procon de sua região para saber se existem reclamações contra a administradora. "Pedir indicações de amigos que fizeram consórcio também é uma boa forma de se informar", sugere Maíra Feltrim.

Fonte: Poupa Clique

Como poupar e onde investir o seu dinheiro


Se você está interessado em poupar ou investir o seu dinheiro, convém entender as possibilidades que o mercado financeiro oferece. Os termos complicados e as inúmeras siglas confundem o possível investidor. Por isso, é preciso saber quais os tipos de aplicações disponíveis, assim como suas vantagens e desvantagens.

Com orientações de Claudemir Galvani, professor de economia da PUC-SP, traçamos um rápido perfil de investimentos em Poupança, Fundos DI e de Renda Fixa, além de previdência privada.

Poupança normal e programada
Prefira a poupança se a sua faixa de aplicação, o que você for guardar todo mês, for de R$100 a R$200. É possível depositar os valores todos ou meses ou programar a transferência da sua conta corrente para a poupança todos os meses.

Fundos DI
Os fundos DI são adequados para faixas de aplicações mais significativas, algo em torno de R$10 mil ou mais. Contudo, podem ser ótima opção para valores a partir de mil reais.

Trata-se de um investimento de curto e médio prazo. Para longo prazo, eles são importantes na composição da carteira do investidor (reserva). Os fundos DI são a aplicação com menor risco no mercado, são rentáveis e contêm em suas carteiras títulos pós-fixados do Governo Federal. "Pós-fixado" significa que o rendimento será definido no dia do resgate.

A rentabilidade do fundo DI varia de acordo com a taxa SELIC, que é definida uma vez por mês, seguindo uma série de fatores, como a flutuação das taxas de juros. Em agosto, por exemplo, o fundo DI rendeu 1,1%. O rendimento será definido no dia do resgate, em função da taxa SELIC.

Quem aplica em fundo DI paga imposto de renda mensalmente, que é de 20% sobre o total da renda gerada; o valor é debitado da conta. O investidor também paga CPMF (0,38%) quando o dinheiro sai da conta corrente para o fundo.

É recomendável não mexer no dinheiro aplicado nos primeiros 30 dias. Se isso ocorrer, o investidor paga IOF, uma taxa decrescente que pode variar de 0% a 60% de desconto. Após 30 dias, o saque é livre.
Leia coluna sobre vantagens de aplicar em poupança ou em fundos de DI

Fundos de Renda Fixa (prefixados)
Se você já tem aplicações nos fundos DI e quer variar o leque de investimentos, a próxima aplicação poderá ser em fundos de renda fixa (pré-fixado).
Esse fundo aplica em papéis com taxas de juros previamente definidas e conta com títulos públicos pré-fixados, com variação cambial, com IGP-M, além de títulos privados, como CDBs e Debêntures.
Os fundos de renda fixa (pré-fixados) buscam oportunidades de retorno em cenários com probabilidade de queda nas taxas de juros, normalmente apresentando rentabilidade superior ao CDI quando esta expectativa se confirma.
Isso porque, quando os juros caem, o rendimento predeterminado dos fundos de renda fixa se torna maior que a remuneração das aplicações pós-fixadas que acompanham a SELIC e, portanto, passam a render menos. As faixas de rentabilidade são variáveis: quando maior o montante, mais rentável.

Quem aplica em fundos de renda fixa também paga imposto de renda mensalmente, em alíquota de 20% sobre o total da renda gerada. O valor é debitado da conta.
Assim como nos fundos DI, é recomendável não mexer no dinheiro aplicado nos primeiros 30 dias. Se isso ocorrer, o investidor paga IOF, uma taxa decrescente que pode variar de 0% a 60% de desconto. Após 30 dias o saque é livre.

Previdência privada
O programa de previdência privada é bom para pessoas com até 30 anos que possam aplicar no mínimo R$100 reais todos os meses e não precisem do dinheiro em curto prazo. Por exemplo, é um péssimo negócio para quem pretende "juntar" dinheiro. Bom mesmo é apostar em longo prazo, no mínimo 25 anos. O pagamento mínimo é de 10 anos.

Em casos de emergência, o correntista pode sacar o dinheiro, mas perde-se muito quando feito nos primeiros anos. O rendimento é mensal (aumenta o valor da cota). O eventual saque antecipado é permitido, mas é descontada uma parcela significativa.

O IR só incidirá no resgate, e isso é uma vantagem, já que nas demais aplicações financeiras o IR é recolhido mensalmente.


Fonte: PoupaClique