quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dicas para reformar a casa e não entrar no vermelho


Antes de começar as obras, é preciso planejar. Quais são os gastos, quanto se tem em caixa e quais materiais podem ser trocados por outros mais baratos. Confira abaixo as dicas para reformar a sua casa.

Organização

Em primeiro lugar é preciso definir exatamente o que vai ser feito e o quanto você pretende gastar com o projeto. Esse passo vai orientar que tipo e quantidade de material que deverá ser comprado, quantos profissionais serão contratados, entre outros gastos.

“É importante manter os pés no chão e não achar que vai transformar a casa no castelo de Caras de uma só vez. Já vi pessoa se encantar com uma torneira de R$ 1.000, comprar e depois não ter dinheiro para fazer o revestimento”, conta a arquiteta Mariana Rodrigues.

Por isso, é essencial ter um orçamento detalhado, com o preço dos itens muito bem pesquisado, para o fim do dinheiro não chegar antes do fim da obra.

Livre-se de tentações e raciocínios como “Já que eu estou fazendo a reforma do piso, porque não pintar as paredes?” Isso só vai aumentar os seus gastos. O planejamento inicial ajuda a manter o foco na reforma.

Pesquisa de mercado

Analise bem as lojas e as opções de materiais e formas de pagamento. Algumas redes costumam apresentar grandes diferenças nos preços, formas de pagamento e nos juros. Mesmo em produtos parcelados e sem juros, é possível negociar um desconto se o pagamento for à vista.

“Algumas lojas de materiais de construção podem dar de 30% a 40% de desconto se o pagamento for à vista”, diz Luís Carlos Ewald, economista especialista em economia doméstica, professor da FGV e autor do livro Sobrou Dinheiro!.

Financiamento de material de construção

Quem não tiver recursos para tanto, pode optar por financiar o material, mas fique alerta aos juros cobrados pelos bancos. Uma das opções são as linhas de crédito para material de construção de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Na Caixa, a Carta de Crédito FGTS Individual é para aquisição de materiais de construção com uso do FGTS e prazo de até 10 anos para pagar. Saiba mais aqui.

No Banco do Brasil, os correntistas têm crédito para a compra de material de construção, do básico ao acabamento, e ainda armários e móveis planejados. É possível parcelar em até 60 meses e começar a pagar em 180 dias. Saiba mais aqui.

Consumidor atento

Na compra do material fique atento ao prazo de entrega e se o frete é cobrado ou não.

Quando for receber os produtos, confira tudo, incluindo as quantidades e os valores. Caso o material tenha vindo incorreto, não assine o recebimento nem aceite o produto. Faça uma observação das irregularidades no verso da nota fiscal. Caso você não possa estar no local da obra para receber o produto, oriente a pessoa que receberá o material para proceder dessa forma.
Fonte: Poupa Clique

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As principais dúvidas sobre consórcios


Muitos consumidores optam por entrar em um consórcio para comprar o apartamento dos sonhos, um carro ou, até mesmo, eletrodomésticos. Mas como em qualquer tipo de investimento, são necessários cuidados na decisão. Confira as respostas para as principais dúvidas sobre consórcio e evite surpresas desagradáveis.

O que é um consórcio?
O consórcio nasce de uma união de pessoas físicas ou jurídicas que, com a ajuda de uma administradora de consórcio, abrem uma poupança em comum para a compra de bem, conjunto de bens ou serviço turístico por meio de autofinanciamento.

A cada mês os consorciados pagam uma mensalidade que, somada ao dos outros participantes, possibilita a compra de um bem. O consorciado pode ser sorteado para receber o bem ou dar lances durante a assembléia, que é a reunião mensal do grupo.

As administradoras de consórcio, que fazem a organização e administração desses grupos, devem, obrigatoriamente, ser registradas junto ao Banco Central, que fiscaliza e cria as normas para essa atividade no Brasil.

Será que essa é a melhor opção para mim?
A maior vantagem do consórcio é que os juros praticados são bem menores que os de um financiamento. Porém, não há como ter certeza de quando você vai ser contemplado.

"O consórcio é um investimento de longo prazo, pois enquanto você não tiver dinheiro suficiente para dar um lance ou não for sorteado, as mensalidades farão parte de seu orçamento. Logo, antes de optar por fazer um consórcio, planeje bem as suas contas", aconselha Maíra Feltrim, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Como escolher uma administradora?
O Banco Central oferece ferramentas que ajudam na escolha de uma administradora. Também há campo de busca para consultar a situação dessas empresas (veja aqui), ou seja, se elas estão realmente autorizadas pelo BC para formar grupos, se os consorciados estão recebendo os bens e de quanto é a taxa de inadimplência.

É interessante consultar o Procon de sua região para saber se existem reclamações contra a administradora. "Pedir indicações de amigos que fizeram consórcio também é uma boa forma de se informar", sugere Maíra Feltrim.

Fonte: Poupa Clique

Não fique na dúvida - Tenha suas escolhas bem definidas!


Na história de “Alice no País da Maravilhas”, há um momento em que Alice está perdida, tentando encontrar o coelho branco, quando à sua frente parecem várias bifurcações. Há placas indicando caminhos, mas, como Alice não conhece o lugar, fica pensando qual deles tomar. Neste momento, em voz alta, ela pergunta:

_ E agora, por onde vou?
De repente, aparece em cima de uma árvore, como num passe de mágica, um grande gato listrado (o famoso Gato Mestre), que interroga:
_Posso ajudá-la?
Alice assusta-se, mas, como não existe mais ninguém por ali que possa lhe dar alguma informação, questiona:
_Senhor Gato Mestre, eu só queria saber que caminho tomar.
O gato então lhe responde:
_Óh! Isso depende do lugar aonde quer ir.
E Alice novamente explica:
_Mas eu não sei para onde ir.
Então o Gato Mestre lhe dá a solução.
_Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho lhe serve.

Essa história pode não passar de uma mera brincadeira ou diversão para crianças, mas, se pensarmos com atenção, é exatamente isso que acontece com a grande maioria das pessoas. Muitas não sabem aonde querem chegar e sem saber aonde querem chegar, fica difícil escolher um caminho. Podemos dizer que o primeiro passo para ter, ser ou conquistar alguma coisa é saber o que se quer. Pode parecer óbvio, mas vamos analisar algumas frases:

*Gostaria de ser rico.
*Quero melhorar minha qualidade de vida.
*Vou comprar uma casa maior
*Estou fazendo um regime para emagrecer
*Vou parar defumar
*Preciso de um emprego melhor ...Etc..Etc...

Para explicar, vamos escolher uma delas: Quero melhorar minha qualidade de vida, por exemplo. Para alguns, melhorar a qualidade de vida é poder ficar mais tempo com os filhos. Para outros, ainda, qualidade devida é poder viajar uma vez por ano ou simplesmente não ter de acordar cedo...Você percebe que uma mesma frase pode ter significados diferentes de acordo com quem a diz? E mais: quando perguntamos a alguém qual o seu objetivo de vida, ou meta de vida, precisamos fazer uma série de perguntas para entender o que realmente a pessoa quer. E sabe por quê? Porque a maioria ainda não parou para pensar o que realmente quer da vida. E, como na história de Alice no País das Maravilhas, senão sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve...à primeira vista, pode parecer que as frases retratam alguns dos nosso principais objetivos, mas na verdade não passam de sonhos.




Fonte: Livro Finanças Pessoais - Maurício Galhardo

Como poupar e onde investir o seu dinheiro


Se você está interessado em poupar ou investir o seu dinheiro, convém entender as possibilidades que o mercado financeiro oferece. Os termos complicados e as inúmeras siglas confundem o possível investidor. Por isso, é preciso saber quais os tipos de aplicações disponíveis, assim como suas vantagens e desvantagens.

Com orientações de Claudemir Galvani, professor de economia da PUC-SP, traçamos um rápido perfil de investimentos em Poupança, Fundos DI e de Renda Fixa, além de previdência privada.

Poupança normal e programada
Prefira a poupança se a sua faixa de aplicação, o que você for guardar todo mês, for de R$100 a R$200. É possível depositar os valores todos ou meses ou programar a transferência da sua conta corrente para a poupança todos os meses.

Fundos DI
Os fundos DI são adequados para faixas de aplicações mais significativas, algo em torno de R$10 mil ou mais. Contudo, podem ser ótima opção para valores a partir de mil reais.

Trata-se de um investimento de curto e médio prazo. Para longo prazo, eles são importantes na composição da carteira do investidor (reserva). Os fundos DI são a aplicação com menor risco no mercado, são rentáveis e contêm em suas carteiras títulos pós-fixados do Governo Federal. "Pós-fixado" significa que o rendimento será definido no dia do resgate.

A rentabilidade do fundo DI varia de acordo com a taxa SELIC, que é definida uma vez por mês, seguindo uma série de fatores, como a flutuação das taxas de juros. Em agosto, por exemplo, o fundo DI rendeu 1,1%. O rendimento será definido no dia do resgate, em função da taxa SELIC.

Quem aplica em fundo DI paga imposto de renda mensalmente, que é de 20% sobre o total da renda gerada; o valor é debitado da conta. O investidor também paga CPMF (0,38%) quando o dinheiro sai da conta corrente para o fundo.

É recomendável não mexer no dinheiro aplicado nos primeiros 30 dias. Se isso ocorrer, o investidor paga IOF, uma taxa decrescente que pode variar de 0% a 60% de desconto. Após 30 dias, o saque é livre.
Leia coluna sobre vantagens de aplicar em poupança ou em fundos de DI

Fundos de Renda Fixa (prefixados)
Se você já tem aplicações nos fundos DI e quer variar o leque de investimentos, a próxima aplicação poderá ser em fundos de renda fixa (pré-fixado).
Esse fundo aplica em papéis com taxas de juros previamente definidas e conta com títulos públicos pré-fixados, com variação cambial, com IGP-M, além de títulos privados, como CDBs e Debêntures.
Os fundos de renda fixa (pré-fixados) buscam oportunidades de retorno em cenários com probabilidade de queda nas taxas de juros, normalmente apresentando rentabilidade superior ao CDI quando esta expectativa se confirma.
Isso porque, quando os juros caem, o rendimento predeterminado dos fundos de renda fixa se torna maior que a remuneração das aplicações pós-fixadas que acompanham a SELIC e, portanto, passam a render menos. As faixas de rentabilidade são variáveis: quando maior o montante, mais rentável.

Quem aplica em fundos de renda fixa também paga imposto de renda mensalmente, em alíquota de 20% sobre o total da renda gerada. O valor é debitado da conta.
Assim como nos fundos DI, é recomendável não mexer no dinheiro aplicado nos primeiros 30 dias. Se isso ocorrer, o investidor paga IOF, uma taxa decrescente que pode variar de 0% a 60% de desconto. Após 30 dias o saque é livre.

Previdência privada
O programa de previdência privada é bom para pessoas com até 30 anos que possam aplicar no mínimo R$100 reais todos os meses e não precisem do dinheiro em curto prazo. Por exemplo, é um péssimo negócio para quem pretende "juntar" dinheiro. Bom mesmo é apostar em longo prazo, no mínimo 25 anos. O pagamento mínimo é de 10 anos.

Em casos de emergência, o correntista pode sacar o dinheiro, mas perde-se muito quando feito nos primeiros anos. O rendimento é mensal (aumenta o valor da cota). O eventual saque antecipado é permitido, mas é descontada uma parcela significativa.

O IR só incidirá no resgate, e isso é uma vantagem, já que nas demais aplicações financeiras o IR é recolhido mensalmente.


Fonte: PoupaClique

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Por que as empresas vão à falência?

Há diversas pesquisas que estudam os motivos pelos quais uma empresa vai à falência, mas se analisarmos todas estas pesquisas, podemos resumir a maioria das falências em cinco razões:

1) Misturar dinheiro PJ com dinheiro PF: A maioria dos donos de pequenas e médias empresas no Brasil não pára para analisar o que é gasto da empresa e o que é gasto pessoal. Desta forma, acaba pagando contas pessoais com dinheiro da empresa e vice-versa. Fica difícil saber se a empresa está sendo lucrativa ou não, pois o resultado final a cada mês está distorcido pelos inúmeros “saques” realizados na PF.

2) Ter um valor muito alto de Pró Labore: Como já escrito em artigos anteriores, o PL deve ser estabelecido em relação às funções que o dono executa no negócio. Na prática muitos fazer suas retiradas com base em suas necessidades pessoais, e não com base no valor que realmente vale o que fazem.
3) Falta de controle dos pequenos gastos: Poucos têm a real noção de que os chamados “pequenos gastos”, quando somados, podem se tornar altíssimos, causando a quebra de uma empresa. São os famosos: “eu não controlo isso, pois é pouco dinheiro...”

4) Falta de conhecimentos sobre juros: Por necessidade de crédito ou por má administração mesmo, buscam dinheiro rápido sem analisar o impacto que este crédito rápido trará ao seu negócio. Fazem antecipação de recebíveis sem pensar que quando antecipam, não terão mais este dinheiro lá na frente... e acaba se tornando uma bomba-relógio.

5) Falta de Capacitação em Gestão de Negócios: que na verdade engloba as quatro anteriores. Poucos empresários de dão o direito e dedicam tempo a se prepararem em Gestão. Com isso, gerenciam seus negócios por feeling, sem fazer uso de bons Indicadores de Performance.

Claro que estas não são as únicas causas de falência. Falta de metas, falta de planejamento, falta de conhecimento de mercado, concorrência, etc. também são fatores cruciais, mas os itens citados acima, que na verdade são puramente “Gestão Financeira” são os responsáveis por uma grande fatia das quebras... Vale ficar atento.

Um forte abraço e até o próximo artigo.
Maurício Galhardo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Palestra gratuita sobre Finanças Pessoais na Fnac Av. Paulista!

Leitores,

Gostaríamos de convidá-los para assistir a nossa palestra sobre Finanças Pessoais!

Local: Livraria Fnac Paulista – Av. Paulista, 901 – São Paulo – SP
Data: 20/09
Horário: 19h
Preço: Gratuito
Inscrições pelo link: clique aqui.

Para saber mais informações do evento, acesse o site da Fnac, corra que as vagas são limitadas!

Contamos com a sua presença!

Grande abraço,

Maurício Galhardo

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gerenciar, Gerente, Gerência, Gerir... o que é o quê?

Ouvimos os termos gerenciar, gerente, gerência e gerir o tempo todo, mas será que o empregamos corretamente?

Abaixo um trecho do livro "Finanças Pessoais - Uma questão de qualidade de vida". de Maurício Galhardo:

"Gerenciar: 1. Dirigir uma empresa como gerente. 2. Exercer as funções do gerente.
Gerente: Que ou aquele que dirige ou administra bens, negócios ou serviços; gestor.
Gerência: 1. Ação de gerir, dirigir ou administrar. 2. Função do gerente.
Gerir: Ter gerência sobre; administrar, dirigir, gerenciar, governar.

Conseguiu entender?

Agora imagine um funcionário novo na empresa. Seu chefe o chama e lhe comunica:

- A partir de hoje você será responsável por gerenciar o departamento X.

E se você fosse esse funcionário novo, o que faria? Quais seriam suas primeiras medidas?

Você percebe que não é tão simples entender o que realmente significa gerenciar, ou administrar, ou gerir, ou dirigir algo?

Sempre que falamos em dinheiro, vem à nossa mente a expressão “administrar melhor o dinheiro”, ou “gerenciar minha vida financeira”, ou mesmo “gerir minhas finanças”. Eu não poderia deixar passar despercebida neste livro a minha visão de gerenciamento.

Gerenciar é:
1. coletar dados (verídicos e precisos);
2. analisar os dados coletados;
3. tomar decisões sobre as análises feitas (ações);
4. recomeçar o processo após a tomada de decisões.

Pode parecer um pouco simplista querer explicar o que é gerenciar em somente quatro palavras – coletar, analisar, agir, recomeçar –, mas acredito que essa forma direta vai ajudar até os mais experientes gerentes a se analisarem."

No decorrer da semana, postaremos em nosso twitter (@_galhardo_) algumas dicas complementares a esse assunto. Fique atento e boa sorte na sua gerência!